A redação

Nesta terça-feira o futebol paranaense recebeu através do Investidor Estrangeiro a melhor notícia da semana, sobre a volta do Messias Alex. Pois nem houve tempo para baixar a euforia e o estado já teve um novo motivo para comemorar. A isonomia definitivamente ganhou força e um investidor estrangeiro investiu no Investidor Estrangeiro: antes um blog, agora um site em defesa dos direitos do cidadão de bem paranaense!

Briga pela isonomia no estado ganha força

O investidor estrangeiro, responsável pelo site Investidor Estrangeiro, se manifestou sobre o acontecimento: “recebemos investimento de um Investidor Estrangeiro que não nos cobrou absolutamente nada para pagar o domínio. Tudo que pediu foi pra que continuássemos lutando pela causa da isonomia no Paraná. Ele acredita que, caso os planos B continuem sendo bem representados na mídia, seu investimento poderá se estender à construção de estádios na capital paranaense.” – afirma. “Além do mais, faltam apenas alguns detalhes para este investidor adquirir o Pinheirão por 600 milhões de reais, então pagar um domínio de internet é troco de pinga.” – finalizou.

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* Nota da redação: o anúncio do investimento estrangeiro no site abriu margem para várias especulações na imprensa sobre de onde seria tal investidor. Alguns dizem ser da Holanda, outros de Portugal, outros afirmam veementemente que vem da Bahia e uma corrente mais humilde crê que o investimento estrangeiro vem do Boqueirão. Mas o que realmente importa pra nós do site não é de que região do globo vem o dinheiro, mas sim o fato de que nós e vocês podemos ir amanhã pagar nosso IPTU com a consciência tranqüila, pois este dinheiro não está sendo desviado para pagar as contas deste humilde e guerreiro site.

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O plano não pode parar

Novembro 3, 2011

Luziano Micozzini

Lembro-me de quando era mais novo e mais atuante no nosso futebol paranaense. Acordava cedo, desjejum pronto pela Donna, e partia com meus colegas de ofício, para as tribunas dos grandes estádios da nossa capital. Comia canapés de qualidade que nem os maiores chefs do mundo poderiam fazer e tinha a minha disposição qualquer bebida feita por um Barman especializado.

A cozinha dos torcedores também não se poderia reclamar, um delicioso chivito à moda do chef que era tão bom que sabe deus quais ingredientes ele colocava nesta iguaria.

Quanto a estrutura nada posso reclamar, na verdade merece meus elogios, isso sim. Bancos confortáveis e acolchoados, óptima visão do jogo, e ao mesmo tempo perto da massa. Podia ver sempre o torcedor apaixonado com sua bandeira e camisa, e com seu papel picado. Sentia-o tremer à qualquer grito. Era um organismo vivo, pois posso jurar que já senti suas lágrimas pelas paredes nas derrotas, ou seu suor guerreiro nas vitórias.

No Campo 22 gladiadores davam um espetáculo à parte, dignos do nosso futebol paranaense. Cada jogo era uma batalha que representava o orgulho de ser paranaense e fazer parte do espetáculo.

Orgulho ferido hoje em dia.

Nossos esforços, aparentemente deram em nada. Como escrevi na semana passada, nosso plano era trazer isso à tona e sensibilizar aqueles que ridicularizam o suado dinheiro que lutamos pra conseguir e contribuir ao estado a parar com esse assassinato da nossa cultura. Nada daquilo que eu vivi com tanto orgulho está sendo levado em conta pros nossos representantes que estão encabeçando o movimento para transformar nossa capital na sede da copa do mundo. Pois como bem lembra meu querido amigo Veridiano Milico (conhecido como Verí) “A copa vai embora, mas o que for feito será para eternidade, e teremos que encarar isso para todo o sempre”.

O descaso com a nossa história e com nosso futebol é cristalino e revoltante. Ignorar nosso passado é andar pra trás! Modernizar com nosso rico dinheirinho algo que só beneficiará apenas uma pequena, quase que insignificante parcela do nosso futebol? E ainda por cima com um trabalho que nasce errado e vem sendo feito da pior maneira possível. Estou ficando preocupado.

Meu único alento é que não sou o único que está insatisfeito com essa barbaridade. Um artigo muito bem escrito por Ana Luzia Mikos, a escritora e musa, consegue mostrar que uma considerável parcela do nosso estado está tão insatisfeita como eu. Está insatisfeita por que perdemos a Copa das Confederações, está insatisfeita por que tudo vai de mal a pior. De todos os 514 paranaenses entrevistados, curiosamente apenas os torcedores de uma mesma agremiação parecem concordar com esse vexame.

E esses torcedores, movidos pela paixão, podem decidir isso dessa maneira? Convencer nossos representantes do estado? Eu digo que NÃO! Não podemos abandonar agora a luta. Independente da puxada de tapete inesperada do Sr. Presidente da FPF, O investidor não irá desistir, irá fazer o que é certo.  Tenho certeza disso.

Não podemos aceitar tudo isso de mãos atadas. É o nosso Estado que está em jogo, nossa reputação e orgulho! Por isso eu te pergunto amigo leitor: Você irá desistir agora? Depois de tudo que estamos conseguindo expor nesta incansável luta pela isonomia? Os veículos de comunicação estão com a gente.

A hora é agora e eu não irei abandonar. E você?

(Curitibano da gema, com descendência italiana. Apaixonado por uma época que não volta mais do futebol paranaense, atualmente dedica seu tempo a descobrir a melhor harmonia do vinho que toma com cada refeição. Com amigos mais do que especiais, e nunca distante do que acontece na imprensa e no nosso esporte, Luziano, a convite do professor Zelindo, não conseguiu recusar em  participar deste novo projeto que combate a visão distorcida que está traçando o  futuro do Futebol paranaense)

A redação

Uma notícia pegou todos os paranaenses cidadãos de bem e pagadores em dia do seu IPTU de surpresa nesta semana. O presidente da Federação Paranaense de Futebol, Hélio Cury, anunciou que o terreno do Pinheirão não mais poderá ser sede do Novo Couto devido a imbróglios na justiça.

Hélio Cury mostra sua safadeza tentando brecar a inevitável construção do Novo Couto enquanto faz peteca da fanáticos na mocó

Com a notícia, a diretoria do Coritiba imediatamente mostrou seu profissionalismo. Sem se abalar, o presidente Vilson já anunciou que um investidor estrangeiro está disposto a comprar um terreno ainda melhor em Curitiba e levantar nele o Novo Couto: a Praça Rui Barbosa (ver infográfico comparativo).

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“A compra do terreno da Rui Barbosa está nos últimos detalhes” – anunciou Vilson. “Estamos assinando os últimos papeis, que nós pegamos de volta depois da confusão com a FPF e a Portuguesa”.

Além de todas as vantagens já demonstradas no infográfico, o próprio terreno da praça já conta hoje com alguns detalhes que são cruciais para o sucesso do novo projeto: bancos que podem ser facilmente quebrados por torcedores com menos de 32 neurônios, banheiros melhores que os da Arena e pombos para serem alimentados pelos velhinhos desapropriados das cercanias do estádio rubro-negro.