Por Bill Rock

Olá, amigos do Investidor!

Tristeza, decepção, mágoa. Estas são algumas das palavras que podem definir o embate deste fim de semana entre Arapongas e Coritiba. O melancólico placar de 2 x 0 para o time da casa encerrou uma série vitoriosa e empatoriosa de mais de 40 jogos do alviverde no Paranaense.

Héber - Perdendo o respeito dos bróder

O jogo já começou, pra variar, com um erro grosseiro do árbitro Héber Roberto Lopes. Após quebrar a coluna de 3 zagueiros do Coritiba, o atacante Thiago Adams do Arapongas fez o primeiro gol do jogo. Ignorando as lesões sérias causadas pelo centro avante, o árbitro sequer o puniu com cartão amarelo e prejudicou o alvinegro.  A falha de Héber desestruturou psicologicamente a equipe do Coritiba, que está acostumada com o favorecimento do árbitro. A partir daí a equipe coxa se organizou em campo e partiu pra cima levando perigo, com o ataque fortalecido pela presença de Anderson Aquino, artilheiro do futebol da Geórgia que voltou de lesão. Apesar da pressão, o time coxa-branca não conseguiu chegar ao sonhado empate no primeiro tempo, e o placar parcial era de vitória para o Arapongas.

No segundo tempo o técnico Marcelo Oliveira voltou sedento pelo empate, colocando em campo o lateral Eltinho e o maratonista angolano Geraldo. As alterações surtiram efeito e o Coritiba melhorou no jogo. Geraldo cumpriu sua função tática de correr de um lado pro outro igual uma galinha degolada e entrou pro Guinness como “jogador a causar mais crises de labirintite em quem está assistindo o jogo do mundo”.

Apesar da melhora do coxa, o árbitro Héber Roberto Lopes mais uma vez magoou o coração alvinegro ao expulsar Emerson quando o jogo se encaminhava para o empate. Logo após, ainda sentindo o baque da traição, Pereira falhou e o Arapongas ampliou o placar.

O Coritiba ainda brigou, mas já não havia tempo para reverter o placar. Final de partida com derrota coxa-branca, simbolizando o fim de uma era no campeonato paranaense.

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Por Bill Rock

Olá amigos.

Hoje estou um pouco triste, então me perdoem se houver alguma melancolia no meu texto… Sinto muito.

Imagem que eu encontrei no orkut pra ilustrar minha tristeza e profunda reflexão acerca do meu verdadeiro eu após esta rodada desastrosa do campeonato

Estabeleci, entretanto, um compromisso com esse blog que tanto tem lutado em prol do estado do Paraná, e me sinto na obrigação de escrever a minha análise desta rodada derradeira do primeiro turno do campeonato paranaense. O jogo em pauta é Paranavaí x Atlético.

O clube rubro-negro entrou em campo desesperançado e precisando de um verdadeiro milagre para ser campeão. Para ser campeão do turno, além da vitória sobre o forte time do Paranavaí, que jogava em casa com o apoio de seu torcedor, o clube da Baixada ainda tinha que contar com um resultado adverso do fortíssimo time do Cianorte jogando contra o Arapongas, e torcer pro Tribunal Superior Isonômico rejeitar o pedido do Coritiba de valorização do empate, conforme relatado no blog no dia de ontem.

Pois o Atlético não pode reclamar da sorte, e nem das autoridades, pois uma combinação extremamente improvável de todos estes fatores levaria o Atlético a ser campeão. Aí vocês me perguntam: por que as autoridades? E eu respondo: com dois minutos de jogo, o Atlético já contou com a ajuda da arbitragem para abrir o placar. Bruno Furlan entrou na área e deu uma joelhada na canela do goleiro do Paranavaí. Falta para expulsão do jogador do Atlético na visão de um juiz com boa interpretação. Na visão do árbitro da partida, pênalti para o Atlético e gol de Bruno Mineiro.

A partir daí, o Paranavaí fragilizado e amedrontado pela arbitragem tendenciosa passou a jogar mal e o Atlético logo ampliou – adivinhem só – numa falha da arbitragem. O mesmo jogador/lutador de vale-tudo, Bruno Furlan, saiu para ser atendido e voltou a campo com autorização do árbitro exatamente no momento em que o Atlético partia para o contra-ataque. Pego de surpresa, pouco o Paranavaí pode fazer para evitar o segundo gol de Liguera, que já não é mais uma criança. Fim de primeiro tempo e fatura praticamente liquidada.

Enquanto isso, em Curitiba, o Coxa dava um passeio de bola no Roma, mostrando que era muito mais merecedor do título, e o Cianorte não conseguia mais do que um empate contra o Arapongas.

No segundo tempo o Atlético levou pressão do Paranavaí, mas aumentou o placar em um lance de sorte no contra ataque. Harrison recebeu em posição duvidosa e marcou. Enquanto isso, em Arapongas, o time da casa jogava um balde de água fria no Cianorte, abrindo o placar aos 36 do segundo tempo. O Atlético, porém, ainda não estava com o título na mão, pois ainda havia o pedido do Coritiba para ser julgado na justiça, mas aí entraram mais uma vez as autoridades e favoreceram o Atlético, recusando o pedido isonômico do verdão e deixando a taça cair no colo do Atlético.

Já no fim do jogo, o Paranavaí marcou um golaço de fora do garrafão, e todos sabemos que bola de fora do garrafão vale três, mas o juiz ajudou o Atlético mais uma vez e concedeu apenas um gol ao Paranavaí, entregando de mão beijada o título nas mãos do Atlético, premiando a desonestidade do clube da Baixada.

E assim se encerrou o primeiro turno do Paranaense: de forma melancólica e desprezível.

Espero que as coisas melhorem ao longo desta semana, e que no próximo turno eu não precise estar escrevendo tão tristes linhas na última rodada. Vamos torcer pela isonomia.

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Janeiro 18, 2012

Luziano Micozzini

O Ano passou. Perdemos a batalha.

O Peru que comi na minha ceia de natal estava sem gosto. O champagne escolhido a dedo direto da frança parecia estar com Jet lag. No réveillon, meu papel picado pouco animou meus convidados quando joguei pra cima. Meus fogos de artifício mal fizeram barulho. E a culpa não foi da chuva.

Perdi as esperanças do nosso maravilhoso estado após perceber que a FPF estava de conluio com tal agremiação. Nos fizeram de bobo. O curitibano de bem, tradicional, que lutou todo esse tempo pela isonomia fora apunhalado pelas costas por aqueles que pensam apenas nos seus bolsos, e pior, com nossos impostos.

É muito difícil pensar no que será do nosso futebol.

Futebol este que não consegue se desenvolver graças à decisões absurdas como esta de trazer o Clube atlético paranaense para jogar no Major Antônio. Que culpa tem o Coritiba do atlético reformar seu estádio pra copa? Que culpa tem o torcedor alviverde de ter que ceder seu espaço para o torcedor que luta contra o crescimento do futebol paranaense?

Ficará no anal da história de nosso futebol, esse episódio lamentável onde um clube em crise, em decadência, sem estádio, pede para a federação acudi-lo, e esta atende fervorosamente o pedido.

Uma vergonha.

O Ano passou. Perdemos a batalha.

Mas a guerra continua. O amor por nosso estado e nosso dinheirinho só aumenta. E não será um clube sem estádio e na segunda divisão que irá ofuscar meu orgulho de ser paranaense.

Tive orgulho de morar na cidade onde teve um movimento tão bonito para expressar de maneira pacífica o descontentamento com a decisão da FPF. Com a paz e com o grito do torcedor, foi possível mostrar que existem pessoas que estão vendo realmente o que está acontecendo. São essas iniciativas que fazem termos orgulho do trabalho que estamos fazendo nesse espaço.

Conversando com meus colegas, principalmente o Professor Zê, chegamos à mesma conclusão.

A imprensa fecha o olho, mas o verdadeiro paranaense não. Nada é escondido daquele que vê o que acontece. E é por isso que escrevo aqui.

O ano passou. Perdemos a batalha.

Mas não podemos parar. Esse espaço tem a isonomia do seu lado. E continuará expondo o ridículo sempre que possível.

(Curitibano da gema, com descendência italiana. Apaixonado por uma época que não volta mais do futebol paranaense, atualmente dedica seu tempo a descobrir a melhor harmonia do vinho que toma com cada refeição. Com amigos mais do que especiais, e nunca distante do que acontece na imprensa e no nosso esporte, Luziano, a convite do professor Zelindo, não conseguiu recusar em  participar deste novo projeto que combate a visão distorcida que está traçando o  futuro do Futebol paranaense.)