Lá vem o CAP…

Fevereiro 2, 2012

Professor Zê

…CAP aqui CAP acolá. Lá vem o CAP para ver o que é que há.

Bem, antes de tudo, um bom ano para todos nós. Aproveitei o período de festividades para dar uma recarregada nas baterias. Nada que a energia da água do mar de Guaratuba não resolva. Como se não bastasse, exercitei-me com cotidianos passeinhos na Avenida, tomei vários sucos no prédio redondo e enfrentei o Ferry-Boat para visitar meus parentes em Caiobá. Ainda não distribuí as lembrancinhas de madeira, tecido e conchas que comprei perto da Igreja – é muita coisa e têm algumas malas a serem desfeitas. Ou seja, mais um ano que passa e se, no ano novo, a esperança que temos é de que algo mude, parece que nas férias de janeiro já notamos que tudo continua igual.  Por isso carimbei tal curioso título em minha coluna.

No futebol, pois, o Atlético, não estando cansado de protagonizar vexames em 2011, continua aprontando das suas, agora no desconforto da segunda divisão. Truculência é aquilo que define tudo que sai daquele lado. Em vez de sustentar uma política de boa vizinhança com os outros paranaenses, o clube da Baixada mostra, pintando o caneco, ser o clube das baixezas. Surrando a galinha, obriga o Coritiba a ceder estádio via judiciário, clube que era contra a vinda da Copa. Batendo no marreco, fica de bravatas com o presidente do Paraná, via site oficial. Pulando no poleiro, acaba jogando no Ecoestádio em vez de pagar valores justos aos coirmãos da capital. No pé do cavalo, pois, não fica. Levou um coice da liminar. Criou um galo na consciência.

Comeu um pedaço não só de jenipapo, mas dos recursos que iriam para escola, saúde, educação e investimentos em nossa sociedade, via IPTU. Ficou engasgado com a resistência de honestos paranaenses, que entoaram todos os seus hinos gloriosos contra as injustiças. E a dor no papo só aumentava de tanto gargantear que estavam pensando no futebol do Estado, quando, na verdade, queriam garantir uma renda extra para competir com o Coritiba – time que ficou muito mais rico, honestamente, graças a uma negociação genial com a Globo de direitos de transmissão cujos valores crescem exponencialmente.

Caiu no poço de suas tramoias direto para uma divisão inferior, mas ainda assim não quis reconhecer que a grandeza de seu irmão, que pegou de volta o papel de time da Elite do brasileiro, merecia um apreço e uma consideração pelo seu tremendo estádio. Quebrou a tigela de recursos reais para nossa sociedade quando, fazendo tantas o moço, conseguiu afastar todos os investidores estrangeiros de nosso Estado. Por pura politicagem, nossos supostos representantes apoiaram o projeto da Arena e ignoraram todos os outros 302 projetos encabeçados pelo vovô Coxa. Quais as chances de isso acontecer se as cartas não estivessem marcadas?

Agora é saber se nossa história acaba com a mesma justiça que a música. Chegará a panela?

E o Paraná Clube?

Não é uma pergunta retórica. Acho que estou desinformado mesmo. E o Paraná Clube?

(Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais).

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