A redação

O desespero finalmente tomou conta dos atleticanos. Não bastasse a falta de criatividade da torcida que trouxe o Mosaico – chupinhado das torcidas européias – os rubro-negros enviaram nesta semana mensagens clichê de incentivo ao time: esforço obviamente inútil, visto que o Atlético necessita de uma combinação duríssima de resultados para escapar da segundona, incluindo ganhar da máquina alviverde que disputa a última vaga pra libertadores para entrar mais uma vez no torneio continental onde já fez memoráveis campanhas.

Torcida com cachecois - mais um clichê rubro-negro

Notícias relacionadas:

– Verdão entra pro Guinness como time com mais empates e derrotas na primeira fase da libertadores

– FIFA revela novo caderno de encargos onde são vetados os clichês e Arena está fora da copa

Dentre as frases dos torcedores, a Gazeta separou as mais risíveis e ridiculamente clichês: “Atlético! Atlético! Conhecemos teu valor!”– diz um torcedor no limite do clichê, escrevendo linhas do hino do Atlético, sem mostrar a mesma criatividade que o torcedor alviverde que cria um hino por ano para não cair na rotina. Outro torcedor diz ainda “Vamos, furacão! Viemos pra vencer, por Deus, pela pátria, pelo Atlético até morrer!”, claramente sem se espelhar na escola coxa-branca de criação de músicas não-clichê, que incluem letras criativas como “Coritiba yeah, Coritiba yeah yeah yeah!” e “Co-xa! Co-xa doi-do!”.

Não bastasse esse papelão, o Atlético planeja ainda mais clichês para a rodada final em seu estádio. A torcida promete comparecer em peso e apoiar o time com gritos, cantando o hino (sempre ele) e agitando bandeiras, numa demonstração de como se torcer de maneira antiquada. Enquanto isso, a torcida do Coritiba já organiza uma criativa festa para o jogo contra o Avaí, com direito a pisca-pisca (inovação criada pela torcida do Coritiba), papel higiênico na entrada do adversário, invasão do gramado com pedaços de pau e outros objetos inanimados para atirar na polícia militar.

(Esta matéria é uma homenagem mais do que explícita ao jornal que reclama dos clichês, mas não perde uma oportunidade de escrever suas já manjadas matérias sobre o Investidor Estrangeiro que está pra construir o estádio do Coritiba desde 1900 antes de Cristo no terreno do Pinheirão. Um dia, quem sabe, vocês parem com os seus próprios chavões. Até lá, o blog continua – e algo me diz que ele continuará até mesmo depois que a Arena já estiver completa e o Couto apodrecendo ainda sem o terceiro anel completo, pois definitivamente em matéria de clichês vocês são campeões e podem falar com propriedade.)

Anúncios