A redação

A nação coxa-branca está de luto. Após uma entrevista polêmica para a revista Placar (http://placar.abril.com.br/turco/fenerbahce/alex-fenerbahce/entrevistas/idolo-eu.html), Alex – que já jogou no Coritiba – fez declarações depreciativas a respeito do verdão e disse não se sentir um ídolo do coxa, pra tristeza e decepção dos torcedores que esperavam a sua volta messiânica.

Alex: foi pra Turquia e ficou retardado mental

Alguns torcedores se pronunciaram, mesmo em meio ao momento de tristeza: “Pra mim ele continua sendo um ídolo. Conquistou vários títulos aqui, como por exemplo, o… éééé… teve… vários.” – afirmou um torcedor do alvinegro. “Manchou toda sua história vitoriosa por aqui. Ainda bem que o K9 está voltando pra mostrar o que é ser um ídolo de verdade.” – disse outro torcedor mais exaltado enquanto queimava seu álbum de figurinhas do campeonato brasileiro de 1996 com a figurinha do Alex.

Notícias relacionadas:

– Torcedores que faziam vigília pela volta de Alex desde 1998 finalmente deixam o Aeroporto Afonso Pena

– Torcida entra pro guinness como “maior número de pessoas a idolatrarem um cara que caga e anda pra eles no mundo”

-Torcida inicia movimento “O Tcheco já jogou aqui, sabia?” para quando Tcheco se aposentar

O elenco do Coritiba também se manifestou a respeito das declarações do ex-ídolo alviverde. “Azar o dele se não quer voltar… Estávamos preparando uma recepção com abraços e beijos acidentais” – afirma o zagueiro D4. “Com o Alex eu pretendia montar um esquema altamente ofensivo com 6 jogadores no meio de campo. Ia contribuir muito na busca pelos empates.” – disse Marcelo Oliveira. Especula-se também que as declarações de Alex de que o clube é uma merda não passam de uma estratégia de marketing do Coritiba pra fazer moral com seu novo investidor estatal – a Sanepar, conforme o Investidor Estrangeiro® já relatou anteriormente.

Anúncios

A redação

A última quarta-feira poderia ter sido um dia de glória para o Atlético. Após uma vitória sem merecimento contra o São Paulo, os torcedores do rubro-negro já acreditavam que nada poderia estar melhor. Ledo engano. Uma foto em alta resolução tirada no dia do jogo por um torcedor mais atento e isonômico comprova o que o blog já vinha noticiando: as obras no “estádio da copa” seguem em ritmo lento.

Foto em altíssima resolução mostra detalhes comprometedores da falta de agilidade nas obras da Arena

“Tirei a foto porque achei vergonhoso olhar para onde já devia estar erguido um estádio pra 100 mil pessoas e vi apenas essa vergonha aí que a foto mostra claramente.” – disse o decepcionado torcedor Wilson R. Andrade, que também é fotógrafo profissional. “Como contribuinte, sinto que meu dinheiro está sendo jogado exatamente nesse buraco ridículo ao lado do estádio dos pood… digo, do nosso caldeirão.”.

Notícias relacionadas:

– FIFA afirma que estádios que permitem entrada de torcedores com câmeras de alta resolução não poderão participar da copa

– Vilson anuncia que nova Arena Pré-sal contará com atiradores de elite prontos pra balearem torcedores metidos a fotógrafo

Clique aqui e veja Megafoto de 20 gigapixels do Couto no dia 06/12/2009

Questionado sobre a foto, Jerome Valcke, homem forte da FIFA, disse que contra fatos não há argumentos: “É absolutamente ridículo e inadmissível que as obras caminhem num ritmo tão lento como esse. Eu vejo que só há saída para a Copa em Curitiba se o plano D pegar de volta o sair do papel, pois se trata de uma proposta muito mais consistente.” – afirmou o cartola sem pressão alguma, enquanto atrás dele neandertais trajados com a camisa do Coritiba brandiam pedaços de pau, pedras, e gritavam as palavras de ordem “COXA, COXA DOOOOIDO UI LOCAAAA Ó LÁ CARAI TOMAMOGOLFELADAPUTA!@#@!$@”.

A redação

A diretoria do Coritiba, num ato de extrema sagacidade e bom humor, sacaneou seu rival fazendo-o acreditar que a Copa realmente aconteceria em seu estádio. No entanto, Vilson Ribeiro guardou para os 45 do segundo tempo o plano D, que será definitivamente o plano que colocará a Copa em seu devido lugar, longe do dinheiro do povo e num estádio totalmente financiado por uma empresa estatal, ou seja, que não tem nada a ver com o dinheiro público.

Novo Couto mistura design de casino com posto de gasolina

“Estávamos apenas fazendo-os acreditar que realmente não sabíamos dos supostos contratempos do Pinheirão e da Rui Barbosa, apenas para ser mais divertido tirarmos o doce da boca deles” – afirmou em êxtase o dirigente. “Agora temos essa parceria grandiosa que nos dará o estádio novo com dinheiro limpo e estatizado, que em nada tem a ver com o dinheiro sujo do IPTU e da Copel, usados pra construção do Barnabézão”.

Notícias relacionadas:

– Caderno de encargos da FIFA prevê que estádios da Copa precisam parecer com posto de gasolina

– Classificados: contrata-se frentista para trabalhar na região do Alto da Glória

– Ações da Petrobrás disparam com notícia da parceria com o verdão e valor da empresa já chega a 35 bilhões de reais (quase 23% do valor das cotas de TV do Coritiba)

O novo estádio coxa branca trará ainda muitas novidades para os mais de 40 milhões de sócios do verdão, dentre elas, bombas de reabastecimento de combustível, reabastecimento de papel e também reabastecimento de pedaços de pau para eventos festivos.

Pra finalizar com chave de ouro esta semana gloriosa para o Coritiba, o Atlético descobriu um poço de petróleo durante as escavações (que ocorrem em ritmo lento) na Arena. Isso faz com o que o terreno seja confiscado, ironicamente, pelo novo investidor estrangeiro do Brasil, que irá doá-lo pro SVD (Sindicato das Velhinhas Desapropriadas), numa ação social de grandiosidade sem precedentes na história do país.

O Investidor é nosso

Novembro 11, 2011

Professor Zê

Já dizia aquela música:

“A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa”

Se eu fosse dado a esse lado mais carnavalesco do esporte bretão, sairia pelas ruas entoando nova marcha:

“O investidor é nosso
Com brasileiro não há quem possa
E-eta chance de ouro
A Petrobrás é nosso tesouro”

É certo que os investidores estrangeiros parecem andar um tanto ressabiados com as constantes atitudes danosas protagonizadas pelos homens fortes da Baixada. Mas trapaças e armadilhas não desencorajam o cidadão de bem. São obstáculos que o fortalecem, aliás. De nada adiantou interesses repentinos e obscuros aliarem Cury, rubro-negros e demais detratores do estado contra o verdadeiro projeto da Copa no Paraná. Aqueles que pensam no Brasil, que pensam no nosso estado não desistem nunca de honrar nosso sacrossanto IPTU.

Assim é que a nacionalíssima Petrobrás assumiu a postura de gente grande que tanto esperamos de nossas instituições e autoridades: um novo Monumental será erguido. Avizinhado com a REPAR, seus jogos prometem ser explosivos como nunca. Terá tantos anéis que não demorarão para chamá-lo de Saturnão. Ecologicamente correto, terá fosso com sistema de reaproveitamento de papéis lançados. O método manual de pegá-los de volta está com os dias contados! E passarinhos verdes andam contando que as parcerias desse projeto serão capazes de transformar a área do Couto em um novo Hospital de ponta e no primeiro grande centro especializado em lipoaspiração ocular – demanda bastante alta nos arredores do bairro. Toda essa parafernália será resguardada por um cinturão de sobrados que movimentará a economia do Coritiba nesses novos tempos, mostrando que quem é verdadeiramente empreendedor anda com as próprias pernas. Um verdadeiro legado para nossa capital! Por isso, falemos de coisas boas hoje.

Vou contar uma agora que é do tempo em que se só se tomava refrigerante em dia de aniversário. Do tempo em que só coxas verdadeiramente brancas eram permitidas no – naquela época chamado – escrete do Coritiba. Criança peralta e ousada que era, queria desbravar o mundo. Aos quatro anos, pedi um atlas para meu pai. Não pude receber. Aos seis, meu melhor amigo era um globo terrestre da maior qualidade, mimo de Evangelino, um padrinho mais afastado. Aos nove, estimulado por tantas maravilhas geográficas, insisti para meu pai em viajar para conhecer novos lugares. Foi então que começou a aventura que chamávamos de “Excursão dos Pessoas”!

Na primeira e mais marcante aventura, fomos conhecer a unidade de processamento de Xisto da Petrobrás, em São Mateus do Sul. Em uma visita monitorada, víamos, maravilhados, a grandeza de que o brasileiro – e o paranaense – é capaz. Minhas pernas eram ainda miúdas. Segurava meu irmão pela mão – recordo-me dele, ainda pitoco, ficando até com torcicolo de tanto olhar para cima! Eu pouco entendia o que o moço falava. Mas lembro de sua fala rápida, de suas bochechas grandes, rosadas, suando. No final, no entanto, uma frase me marcou: “Petrobrás tem o toque de Midas: onde encosta o dedo, faz ouro.” Eu, que tinha acabado de aprender sobre Midas arregalei os olhos. No que viu meu espanto, continuou. “Sabe por quê?” Ele olhou bem nos meus olhos e falou: “Só brasileiro para tratar brasileiro com isonomia!” Frases que até hoje trago em meu peito. E que, na conjuntura de nosso futebol, soam até como profecia!

Pois é. Por meio de meu glorioso globo terrestre e da “Excursão dos Pessoas” formei grande parte de meu caráter.

Aprendi a amar as viagens – seja para “o estrangeiro”, seja para a acolhedora Joinville – tão presentes em minha rotina quase nômade. Todavia, aprendi, também, a amar o que é da nossa terra. Dessa forma, por vezes fico a pensar que Evangelino, aquele meu padrinho distante, foi quem me iniciou na vida, mesmo sem saber. Padrinho cujo registro final, infelizmente, é de um tristonho choro nesse milênio trágico para o futebol local. Mas falemos de coisas boas, conforme prometido! Hoje, folgo em saber que Evangelino celebra mais essa conquista histórica lá do alvo céu. E suas lágrimas de alegria são tão salgadas quanto o venerável suor que pinga das paredes do monumental Couto Pereira: ponto de partida dessa guinada rumo à vitória. vitória nossa, do Estado do Paraná.

(Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais).