Por Bill Rock

Olá, amigos do site Investidor Estrangeiro!

Na rodada do meio de semana não pude escrever para vocês, pois estive muito envolvido nos festejos fora de época em Curitiba. Depois de comemorar a páscoa fora de época com a ressurreição de Alex, o título do segundo turno do Paranaense fora de época conquistado pelo Coritiba logo na primeira rodada (pois é claro que o Atlético não irá mais alcançar o alvinegro) e o ano novo fora de época na Praça da Espanha, pouco me sobrou tempo pra escrever, mas aqui estou neste domingo pra comentar a segunda rodada do segundo turno, do segundo campeonato seguido em que o coxa até agora está invicto. Nada mais justo, então, do que analisarmos o jogo do Botafogo Coritiba.

A partida começou muito quente, sob um sol quente, e um clima quente de decisão em campo. O Coritiba só dependia de si pra chegar ao recorde de 964 empates numa única edição do Campeonato Paranaense. O Corinthians queria atrapalhar a festa e o jogo foi muito marcado e sem grandes emoções até os 30 minutos, quando o meia Tcheco cobrou falta com perfeição na cabeça de Pereira, que só teve o trabalho de desviar pro fundo das redes. Um golaço de jogada trabalhada mostrando toda a coletividade do verdão. Alguns minutos depois, em mais uma linda jogada repleta de trocas de passes envolventes, Tcheco chuveirou mais uma vez na área e desta vez quem estava lá pra conferir era o zagueiro Emerson. Golaço. Pouco antes do fim do primeiro tempo, porém, Bruno Batata recebeu em posição claramente irregular e descontou para o Corinthians. O tira teima mostrou que o jogador estava aproximadamente na entrada do Parque Barigui, portanto muito adiantado em relação ao zagueiro. Falha grave da arbitragem, e assim se encerrou o primeiro tempo.

No segundo tempo, o técnico Marcelo Oliveira esporreou geral seus jogadores e promoveu alterações em busca de garantir o empate. As alterações foram boas e o Corinthians passou a dominar completamente as ações do jogo, sem conseguir, entretanto, marcar um gol.

Por volta dos 40 minutos do segundo tempo, Pereira chamou a responsabilidade de garantir o empate e deu uma tesoura na carótida do jogador do Corinthians Paranaense dentro da área. Apesar da quantidade de sangue espalhada no chão, o juiz – que também é legista do IML – pareceu não ficar impressionado e mandou o jogo seguir, prejudicando mais uma vez o alvinegro. Fim de jogo, vitória coxa-branca e frustração do aniversariante Marcelo Oliveira pelo resultado.

"Hoje não empatemo" 😦

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Por Bill Rock

Olá amigos.

Hoje estou um pouco triste, então me perdoem se houver alguma melancolia no meu texto… Sinto muito.

Imagem que eu encontrei no orkut pra ilustrar minha tristeza e profunda reflexão acerca do meu verdadeiro eu após esta rodada desastrosa do campeonato

Estabeleci, entretanto, um compromisso com esse blog que tanto tem lutado em prol do estado do Paraná, e me sinto na obrigação de escrever a minha análise desta rodada derradeira do primeiro turno do campeonato paranaense. O jogo em pauta é Paranavaí x Atlético.

O clube rubro-negro entrou em campo desesperançado e precisando de um verdadeiro milagre para ser campeão. Para ser campeão do turno, além da vitória sobre o forte time do Paranavaí, que jogava em casa com o apoio de seu torcedor, o clube da Baixada ainda tinha que contar com um resultado adverso do fortíssimo time do Cianorte jogando contra o Arapongas, e torcer pro Tribunal Superior Isonômico rejeitar o pedido do Coritiba de valorização do empate, conforme relatado no blog no dia de ontem.

Pois o Atlético não pode reclamar da sorte, e nem das autoridades, pois uma combinação extremamente improvável de todos estes fatores levaria o Atlético a ser campeão. Aí vocês me perguntam: por que as autoridades? E eu respondo: com dois minutos de jogo, o Atlético já contou com a ajuda da arbitragem para abrir o placar. Bruno Furlan entrou na área e deu uma joelhada na canela do goleiro do Paranavaí. Falta para expulsão do jogador do Atlético na visão de um juiz com boa interpretação. Na visão do árbitro da partida, pênalti para o Atlético e gol de Bruno Mineiro.

A partir daí, o Paranavaí fragilizado e amedrontado pela arbitragem tendenciosa passou a jogar mal e o Atlético logo ampliou – adivinhem só – numa falha da arbitragem. O mesmo jogador/lutador de vale-tudo, Bruno Furlan, saiu para ser atendido e voltou a campo com autorização do árbitro exatamente no momento em que o Atlético partia para o contra-ataque. Pego de surpresa, pouco o Paranavaí pode fazer para evitar o segundo gol de Liguera, que já não é mais uma criança. Fim de primeiro tempo e fatura praticamente liquidada.

Enquanto isso, em Curitiba, o Coxa dava um passeio de bola no Roma, mostrando que era muito mais merecedor do título, e o Cianorte não conseguia mais do que um empate contra o Arapongas.

No segundo tempo o Atlético levou pressão do Paranavaí, mas aumentou o placar em um lance de sorte no contra ataque. Harrison recebeu em posição duvidosa e marcou. Enquanto isso, em Arapongas, o time da casa jogava um balde de água fria no Cianorte, abrindo o placar aos 36 do segundo tempo. O Atlético, porém, ainda não estava com o título na mão, pois ainda havia o pedido do Coritiba para ser julgado na justiça, mas aí entraram mais uma vez as autoridades e favoreceram o Atlético, recusando o pedido isonômico do verdão e deixando a taça cair no colo do Atlético.

Já no fim do jogo, o Paranavaí marcou um golaço de fora do garrafão, e todos sabemos que bola de fora do garrafão vale três, mas o juiz ajudou o Atlético mais uma vez e concedeu apenas um gol ao Paranavaí, entregando de mão beijada o título nas mãos do Atlético, premiando a desonestidade do clube da Baixada.

E assim se encerrou o primeiro turno do Paranaense: de forma melancólica e desprezível.

Espero que as coisas melhorem ao longo desta semana, e que no próximo turno eu não precise estar escrevendo tão tristes linhas na última rodada. Vamos torcer pela isonomia.

Por Bill Rock

Olá amigos leitores do Investidor!

Começo essa coluna me desculpando pela ausência da minha coluna na rodada anterior – melhor rodada do campeonato até aqui, com uma derrota acachapante do Atlético e uma vitória esmerilhante do alvinegro paranaense – mas eu também sou filho de Vilson e aproveitei o feriado viajando pra minha querida Joinville onde passei grandes momentos em 2010.

Mas deixando de lado a nostalgia e a depressão pós-feriado, vamos ao que interessa.

Apesar de ter firmado aqui o compromisso de escrever sobre os jogos da TV, acho que fica inevitável deixarmos isso de lado pra falarmos sobre o clássico AtleTIBA. Não que o Cianorte não seja digno de comentários. Muito pelo contrário, afinal foi um dos poucos times que conseguiu arrancar um empate (na mão grande, obviamente, mas isto é culpa da arbitragem) contra o Coritiba. Mas o maior jogo do estado tem que ser destacado.

Ainda mais quando o jogo conta, novamente, com polêmica e – adivinhem – Coritiba prejudicado.

O clássico foi disputado na Vila Capanema, tendo o Ministério Público decidido que seria o primeiro jogo da história do confronto que teria torcida única. Ao olhar o estádio Durival Britto e Silva, lembrei-me quase instantaneamente do Coliseu, onde os cristãos eram atirados em meio a uma multidão de pagãos para virarem comida de leão. Assim entrou em campo o Coritiba: desfalcado de seu maior patrimônio.

Do outro lado, entrou o Atlético com tudo pra vencer: torcida, time na liderança e árbitro a seu favor. E a tônica do jogo não poderia ser outra: o Atlético pressionou muito ao longo da primeira etapa, em vários lances de sorte, pois a zaga coxa branca neutralizava tudo. A torcida atleticana teve a cara de pau de reclamar de um pênalti em Bruno Mineiro, num lance onde claramente o avante rubro-negro enfia uma nucada no cotovelo de Pereira, e aí houve a primeira falha grave de Heber no clássico: não expulsar o atacante atleticano. O Coxa ainda lutou bravamente contra os leões investindo em lindos lances de bola parada, mas não foi o suficiente para furar a retranca atleticana. Fim de primeiro tempo, tudo igual.

No segundo tempo o verdão voltou melhor, como era de se esperar, e não demorou muito pra que Heber aparecesse mais uma vez no jogo. Em um lance dentro da área atleticana, dois jogadores atleticanos atiraram com armas de grosso calibre em Rafinha, que foi ao chão alvejado pedindo penalti. Protesto negado pelo juiz Heber, que mais uma vez falhou, e ainda coroou sua apresentação expulsando um dos melhores jogadores do verdão aos 45 minutos do segundo tempo e o deixando de fora do próximo jogo.

Resta para o Coritiba juntar o papel os cacos e torcer contra Atlético e Cianorte na última rodada pra tentar o título do turno. Para o Atlético, resta comemorar a noite desastrosa de Héber Roberto Lopes e a conivência da polícia e do STJD com as atrocidades de sua torcida, conforme foi apurado no blog ontem.

Bom, é isso! Espero que interpretem bem de acordo com seus critérios esta coluna, e estou certo de que estarei aqui semana que vem trazendo a análise da derradeira rodada do primeiro turno.

Lá vem o CAP…

Fevereiro 2, 2012

Professor Zê

…CAP aqui CAP acolá. Lá vem o CAP para ver o que é que há.

Bem, antes de tudo, um bom ano para todos nós. Aproveitei o período de festividades para dar uma recarregada nas baterias. Nada que a energia da água do mar de Guaratuba não resolva. Como se não bastasse, exercitei-me com cotidianos passeinhos na Avenida, tomei vários sucos no prédio redondo e enfrentei o Ferry-Boat para visitar meus parentes em Caiobá. Ainda não distribuí as lembrancinhas de madeira, tecido e conchas que comprei perto da Igreja – é muita coisa e têm algumas malas a serem desfeitas. Ou seja, mais um ano que passa e se, no ano novo, a esperança que temos é de que algo mude, parece que nas férias de janeiro já notamos que tudo continua igual.  Por isso carimbei tal curioso título em minha coluna.

No futebol, pois, o Atlético, não estando cansado de protagonizar vexames em 2011, continua aprontando das suas, agora no desconforto da segunda divisão. Truculência é aquilo que define tudo que sai daquele lado. Em vez de sustentar uma política de boa vizinhança com os outros paranaenses, o clube da Baixada mostra, pintando o caneco, ser o clube das baixezas. Surrando a galinha, obriga o Coritiba a ceder estádio via judiciário, clube que era contra a vinda da Copa. Batendo no marreco, fica de bravatas com o presidente do Paraná, via site oficial. Pulando no poleiro, acaba jogando no Ecoestádio em vez de pagar valores justos aos coirmãos da capital. No pé do cavalo, pois, não fica. Levou um coice da liminar. Criou um galo na consciência.

Comeu um pedaço não só de jenipapo, mas dos recursos que iriam para escola, saúde, educação e investimentos em nossa sociedade, via IPTU. Ficou engasgado com a resistência de honestos paranaenses, que entoaram todos os seus hinos gloriosos contra as injustiças. E a dor no papo só aumentava de tanto gargantear que estavam pensando no futebol do Estado, quando, na verdade, queriam garantir uma renda extra para competir com o Coritiba – time que ficou muito mais rico, honestamente, graças a uma negociação genial com a Globo de direitos de transmissão cujos valores crescem exponencialmente.

Caiu no poço de suas tramoias direto para uma divisão inferior, mas ainda assim não quis reconhecer que a grandeza de seu irmão, que pegou de volta o papel de time da Elite do brasileiro, merecia um apreço e uma consideração pelo seu tremendo estádio. Quebrou a tigela de recursos reais para nossa sociedade quando, fazendo tantas o moço, conseguiu afastar todos os investidores estrangeiros de nosso Estado. Por pura politicagem, nossos supostos representantes apoiaram o projeto da Arena e ignoraram todos os outros 302 projetos encabeçados pelo vovô Coxa. Quais as chances de isso acontecer se as cartas não estivessem marcadas?

Agora é saber se nossa história acaba com a mesma justiça que a música. Chegará a panela?

E o Paraná Clube?

Não é uma pergunta retórica. Acho que estou desinformado mesmo. E o Paraná Clube?

(Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais).

Por Leocádio Mente Júlio

Após a bizarra gestão do ex-presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, o futebol paranaense acreditava que o comando da entidade máxima do nosso futebol não poderia ficar pior. Ledo engano. A gestão de Hélio Cury encaminha-se pra ter uma história tão ou mais deprimente do que a de seu antecessor.

Após a vergonhosa fórmula de disputa do super-mando e de ter permitido que o Paraná Clube fosse rebaixado sem favorecer no tapetão o tradicional clube de 22 anos de idade – preferindo manter na Série Ouro o inexpressivo time centenário do Rio Branco, apenas por ter maior torcida que o tricolor – agora a Federação impõe uma vexatória e humilhante condição ao Coritiba, maior time do estado: a de ter que ceder seu estádio por míseros 30 mil reais por jogo, gerando uma receita medíocre de, em média, 90 mil reais por mês, para o segundo maior time da capital, que já onera o estado com a construção de seu decadente meio-estádio.

Os medíocres valores vêm justificados pelo estádio atleticano ser, supostamente, aquele que receberá jogos da Copa do Mundo. Mas não se deve criar uma lei paralela apenas por causa do mundial. Não existem motivos que justifiquem humilhar clubes (pois a presença de atleticanos torcedores de verdade é humilhante num estádio palco de tantas selvagerias e atrocidades), passar por cima da legislação e estuprar o erário público. Esta herança é mascarada vergonhosamente em nome de um suposto benefício que nós, cidadãos de bem, não teremos.

A Federação devia sim correr em busca de uma solução para o Atlético, porém sem prejudicar os outros times afiliados a ela. Por exemplo, o Atlético podia jogar na Vila Capanema…

Mas espera, o Paraná joga lá e se a Federação impusesse que o Atlético jogasse lá, estaria prejudicando o tricolor.

Ah, então o Atlético poderia jogar no Ecoestádio…

Mas tem o Corinthians Paranaense.

Pula esse.

Dá pra jogar no…

Enfim, são várias opções. E, de todas, a pior era o Couto. Isso, pelo óbvio motivo de que… De que se o Atlético jogar lá. Hum… Bem. Coisas terríveis podem acontecer. Terríveis mesmo!

Para todos os clubes prejudicados – excetuando apenas e, obviamente, o Atlético – fica o alerta: ou o presidente Hélio Cury é barrado ou teremos que agüentar mais vários anos de bingões, avestruzes e – bate na madeira – o Atlético colocando mais gente no Couto do que o próprio Coritiba.

O Investidor é nosso

Novembro 11, 2011

Professor Zê

Já dizia aquela música:

“A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa”

Se eu fosse dado a esse lado mais carnavalesco do esporte bretão, sairia pelas ruas entoando nova marcha:

“O investidor é nosso
Com brasileiro não há quem possa
E-eta chance de ouro
A Petrobrás é nosso tesouro”

É certo que os investidores estrangeiros parecem andar um tanto ressabiados com as constantes atitudes danosas protagonizadas pelos homens fortes da Baixada. Mas trapaças e armadilhas não desencorajam o cidadão de bem. São obstáculos que o fortalecem, aliás. De nada adiantou interesses repentinos e obscuros aliarem Cury, rubro-negros e demais detratores do estado contra o verdadeiro projeto da Copa no Paraná. Aqueles que pensam no Brasil, que pensam no nosso estado não desistem nunca de honrar nosso sacrossanto IPTU.

Assim é que a nacionalíssima Petrobrás assumiu a postura de gente grande que tanto esperamos de nossas instituições e autoridades: um novo Monumental será erguido. Avizinhado com a REPAR, seus jogos prometem ser explosivos como nunca. Terá tantos anéis que não demorarão para chamá-lo de Saturnão. Ecologicamente correto, terá fosso com sistema de reaproveitamento de papéis lançados. O método manual de pegá-los de volta está com os dias contados! E passarinhos verdes andam contando que as parcerias desse projeto serão capazes de transformar a área do Couto em um novo Hospital de ponta e no primeiro grande centro especializado em lipoaspiração ocular – demanda bastante alta nos arredores do bairro. Toda essa parafernália será resguardada por um cinturão de sobrados que movimentará a economia do Coritiba nesses novos tempos, mostrando que quem é verdadeiramente empreendedor anda com as próprias pernas. Um verdadeiro legado para nossa capital! Por isso, falemos de coisas boas hoje.

Vou contar uma agora que é do tempo em que se só se tomava refrigerante em dia de aniversário. Do tempo em que só coxas verdadeiramente brancas eram permitidas no – naquela época chamado – escrete do Coritiba. Criança peralta e ousada que era, queria desbravar o mundo. Aos quatro anos, pedi um atlas para meu pai. Não pude receber. Aos seis, meu melhor amigo era um globo terrestre da maior qualidade, mimo de Evangelino, um padrinho mais afastado. Aos nove, estimulado por tantas maravilhas geográficas, insisti para meu pai em viajar para conhecer novos lugares. Foi então que começou a aventura que chamávamos de “Excursão dos Pessoas”!

Na primeira e mais marcante aventura, fomos conhecer a unidade de processamento de Xisto da Petrobrás, em São Mateus do Sul. Em uma visita monitorada, víamos, maravilhados, a grandeza de que o brasileiro – e o paranaense – é capaz. Minhas pernas eram ainda miúdas. Segurava meu irmão pela mão – recordo-me dele, ainda pitoco, ficando até com torcicolo de tanto olhar para cima! Eu pouco entendia o que o moço falava. Mas lembro de sua fala rápida, de suas bochechas grandes, rosadas, suando. No final, no entanto, uma frase me marcou: “Petrobrás tem o toque de Midas: onde encosta o dedo, faz ouro.” Eu, que tinha acabado de aprender sobre Midas arregalei os olhos. No que viu meu espanto, continuou. “Sabe por quê?” Ele olhou bem nos meus olhos e falou: “Só brasileiro para tratar brasileiro com isonomia!” Frases que até hoje trago em meu peito. E que, na conjuntura de nosso futebol, soam até como profecia!

Pois é. Por meio de meu glorioso globo terrestre e da “Excursão dos Pessoas” formei grande parte de meu caráter.

Aprendi a amar as viagens – seja para “o estrangeiro”, seja para a acolhedora Joinville – tão presentes em minha rotina quase nômade. Todavia, aprendi, também, a amar o que é da nossa terra. Dessa forma, por vezes fico a pensar que Evangelino, aquele meu padrinho distante, foi quem me iniciou na vida, mesmo sem saber. Padrinho cujo registro final, infelizmente, é de um tristonho choro nesse milênio trágico para o futebol local. Mas falemos de coisas boas, conforme prometido! Hoje, folgo em saber que Evangelino celebra mais essa conquista histórica lá do alvo céu. E suas lágrimas de alegria são tão salgadas quanto o venerável suor que pinga das paredes do monumental Couto Pereira: ponto de partida dessa guinada rumo à vitória. vitória nossa, do Estado do Paraná.

(Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais).

Professor Zê

Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais.

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.Eis que meus olhos ficam marejados quando me deparo com um oásis de sanidade na quinta comarca paranaense: o trabalho jornalístico sério e repleto de isonomia do presente veículo de comunicação. Uma proposta modesta em seu sentimento: discreta, não alardeia a própria qualidade e nem mendiga adeptos. Todavia, uma proposta grandiosa em sua realização: motivada pela ética e pela neutralidade, busca apenas o que é de melhor para o futebol paranaense e não se cala diante de destrutivos potenciais, referenciais e outros ais.

Afirmo categoricamente que, hoje, não há jornalismo mais sério no Paraná do que o que é feito no presente blog. Sem medo de desagradar gregos e troianos, fala o que deve ser dito e foge dos mitos e das respostas fáceis como poucos jornalistas têm feito. A Copa é um problema sério para nós desde o momento em que o Pinheirão, com sua grandeza e sua história foi deixado de lado. Desde que o projeto do Xingu não foi ouvido com a devida atenção e desde que nossos governantes sequer deram o incentivo adequado a outros tantos planos B, C, D, E, F, deixando tristonhas maquetes envelhecerem em esperançosas cartolinas. Com um incentivo, uma fundação voltada a novos arquitetos, talvez as maquetes pudessem ter sido feitas em isopor ou material de melhor qualidade. Ou talvez pudessem ser feitas em versões mais atualizadas de AutoCAD e com recursos mais coloridos. Ou com legendas mais interessantes. Coisas aparentemente simples, mas que chamariam a atenção de investidores estrangeiros mais rapidamente.

Mas não. O comodismo e a resignação, vícios do homem contemporâneo, prevaleceram. Investidores endinheirados tiveram pouco espaço para contribuir, já que os mensalões cuecais a que chamam convenientemente de potencial construtivo vão, como é notório, roubar 88% do nosso IPTU, dando 44% ao Petraglia, 20% ao Clube Atlético Paranaense e apenas o resto porcento a benfeitorias na praça Botelho. Isso é algo que todos que tem contatos com deputados ou com conselheiros de um certo clube (cujo nome vou omitir) sabem.

Outro dia me perguntaram: “Professor Zelindo (é razoavelmente sabido que este é meu nome, mas costumo suprimir o ‘lindo’ por um exercício de humildade cristã), é certo um dinheiro público ser aplicado em algo que é particular?”. Eu respondi que não. Investidor público deve patrocinar áreas públicas. Privadas são para outros tipos de investidores: como estrangeiros, como nacionais, como todo mundo que tem se aproximado de coxas-brancas com propostas sedutoras. Outro dia também me perguntaram: mas Professor, isso não é uma visão parcial? De forma nenhuma. Eu não sou movido pela paixão. Ou, pelo menos, trato todos com isonomia. Tenho cadeira na Arena, tenho direito a um espaço de cimento no Couto Pereira e não apenas sou sócio do tricolor como também não falto a uma Avalanche. O que quero é o bem do Estado.

O dilema a todos os justos, no momento, é o seguinte: deixarei meu IPTU em dia? Caso não, estaremos infringindo a lei, por mais válida que seja essa manifestação política. Caso sim, estaremos sendo vítimas de cabeças perversas, mas também algozes contra a isonomia. Minha decisão já foi tomada. Darei o mesmo valor que pago de IPTU, sem quaisquer restrições, às diretorias do Paraná Clube e do Coritiba. E deixarei que os investidores do Qatar façam o resto da justiça.

Quem quiser me ajudar nessa empreitada, basta entrar em contato, no blog, para depositar o dinheiro. Sei que a torcida que nunca abandona já deu mostras de organização nesse sentido, quando juntava fortunas para aquele inédito modo de comemorar com piscas. Entendo caso a torcida do Paraná tenha mais dificuldade, mas o que vale é a intenção. E é o mínimo que os atleticanos deveriam fazer para ter uma consciência menos suja. No fim, quem sabe não consigamos dignamente gritar: fomos isonômicos primeiro!?


Planejamento Financeiro 2012

Outubro 11, 2011

Por Leonardo Mente Junior

Financeiramente, 2012 promete ser um ano sem precedentes na história da Coritilônia.
Nem nos ânus anos de ouro, quando Evangelino (guru do Petraglia) montava máquinas que ganhavam campeonatos nacionais com saldo de gols negativo, o cenário era tão positivo.
Na Globo, nossa cota de TV alcança a marca de R$ 43.000.000,00 mensais, (fora PPV). Além disso, já temos acertado com a RPC R$ 3.000.000,00 por jogo do Campeonato Paranaense.
A parceria firmada com a OAS (na verdade, um investidor estrangeiro anônimo) que construirá a ARENA ISONOMIA totalmente de graça para nós e pagando todas as despesas do Tremendão, vai de vento em popa e temos tudo para montar um time forte, repatriando ídolos como Alex, Liedson, Alex, Aristizábal, Alex, Marciano e Alex.
Quem sabe, possamos ganhar a Libertadores e inscrever Dida no Mundial, numa sensacional e lucrativa jogada de marketing. De quebra, podemos tirar dos púdols o Top of Mind!
Também está em estudos a criação do Departamento de Valores Mobiliários da Colônia-nazi-verde, com a abertura de capital a acionistas nacionais, a fim de ampliar a origem de nossos investidores. O nome do papel coxa-branca na Bolsa de Valores ainda é segredo, mas uma fonte de águas de Lindóia adiantou que será votada pelos sócios entre as opções COCO1 e COCO2.
Enfim, Colônia, 2012 é nossa chance de conseguir vaga na Sulamericana em dois consecutivos e nada impede que consigamos passar da primeira fase de um campeonato internacional.
Afinal, se até o Paraná Clube já fez isso na Libertadores, nós podemos.