Leonardo Mente Junior

24 de agosto de 2011. Um dia que ficará na memória de duas torcidas rubro-negras. Neste dia, Atlético e Flamengo se enfrentavam pela Sulamericana. O local era a Arena da Baixada, lugar onde o Atlético ainda não sabia o que era perder para o Flamengo. Ou melhor, me deixe corrigir esta frase, porque ficou muito clichê. O local era a Arena da Baixada, palco que não conhecia vitórias do Flamengo. Espera, chamar estádio de palco, também é clichê. Foda-se, continua assim mesmo.

Mas como sempre há uma primeira vez pra tudo… Não, clichê de novo.

Naquela noite, porém, o inesperado aconteceu: nos minutos derradeiros da partida, Ronaldinho Gaúcho (que havia acabado de entrar) fez o gol que deu a vitória para o Flamengo, quebrando o tabu na Arena e dando a classificação para o time da gávea com uma goleada acachapante de 1 x 0. Noite histórica e memorável para a torcida do Flamengo.

Mas a noite também entrará para a história do Atlético. Além de perder a invencibilidade e a importante vaga na Sulamericana, o time da baixada ainda perderá a Copa do Mundo graças à comemoração ousada de Ronaldinho nos vestiários, se masturbando, sem a intervenção de nenhum segurança do estádio “mais moderno” do Brasil.

Arena perde a copa após vergonhosas cenas gravadas em suas dependências

“Se um time não consegue nem evitar uma punhetinha indecente em seus domínios, quem dirá garantir a segurança em um evento de nível mundial.” – afirmou Jerome Valcke. “Depois dessa demonstração de falta de capacidade, creio que seja difícil, pra não dizer impossível, que a Arena ainda seja sede da Copa. Temos outros planos pra cidade.” – finalizou.

Notícias relacionadas:

– “Policial que levou cadeirada da torcida do verdão estava se masturbando em campo” – afirma Vilson

– Por medida exemplar contra punheteiros exibicionistas, Couto salta na frente na briga pela Copa

– Vila Capanema aguarda investidor estrangeiro para construção de banheiros para prática de sexo solitário

“Isso é um clara demonstração de incompetência administrativa.” – afirma o exemplar presidente Vilson Ribeiro de Andrade à equipe do Investidor Estrangeiro. “Se fosse no Couto Pereira, cenas lamentáveis como essa jamais ocorreriam. Aqui na nossa casa, 5 contra 1 só é permitido em confrontos corporais contra policiais em serviço.” – provoca o dirigente.

Anúncios

A redação

O desespero finalmente tomou conta dos atleticanos. Não bastasse a falta de criatividade da torcida que trouxe o Mosaico – chupinhado das torcidas européias – os rubro-negros enviaram nesta semana mensagens clichê de incentivo ao time: esforço obviamente inútil, visto que o Atlético necessita de uma combinação duríssima de resultados para escapar da segundona, incluindo ganhar da máquina alviverde que disputa a última vaga pra libertadores para entrar mais uma vez no torneio continental onde já fez memoráveis campanhas.

Torcida com cachecois - mais um clichê rubro-negro

Notícias relacionadas:

– Verdão entra pro Guinness como time com mais empates e derrotas na primeira fase da libertadores

– FIFA revela novo caderno de encargos onde são vetados os clichês e Arena está fora da copa

Dentre as frases dos torcedores, a Gazeta separou as mais risíveis e ridiculamente clichês: “Atlético! Atlético! Conhecemos teu valor!”– diz um torcedor no limite do clichê, escrevendo linhas do hino do Atlético, sem mostrar a mesma criatividade que o torcedor alviverde que cria um hino por ano para não cair na rotina. Outro torcedor diz ainda “Vamos, furacão! Viemos pra vencer, por Deus, pela pátria, pelo Atlético até morrer!”, claramente sem se espelhar na escola coxa-branca de criação de músicas não-clichê, que incluem letras criativas como “Coritiba yeah, Coritiba yeah yeah yeah!” e “Co-xa! Co-xa doi-do!”.

Não bastasse esse papelão, o Atlético planeja ainda mais clichês para a rodada final em seu estádio. A torcida promete comparecer em peso e apoiar o time com gritos, cantando o hino (sempre ele) e agitando bandeiras, numa demonstração de como se torcer de maneira antiquada. Enquanto isso, a torcida do Coritiba já organiza uma criativa festa para o jogo contra o Avaí, com direito a pisca-pisca (inovação criada pela torcida do Coritiba), papel higiênico na entrada do adversário, invasão do gramado com pedaços de pau e outros objetos inanimados para atirar na polícia militar.

(Esta matéria é uma homenagem mais do que explícita ao jornal que reclama dos clichês, mas não perde uma oportunidade de escrever suas já manjadas matérias sobre o Investidor Estrangeiro que está pra construir o estádio do Coritiba desde 1900 antes de Cristo no terreno do Pinheirão. Um dia, quem sabe, vocês parem com os seus próprios chavões. Até lá, o blog continua – e algo me diz que ele continuará até mesmo depois que a Arena já estiver completa e o Couto apodrecendo ainda sem o terceiro anel completo, pois definitivamente em matéria de clichês vocês são campeões e podem falar com propriedade.)

A redação

A última quarta-feira poderia ter sido um dia de glória para o Atlético. Após uma vitória sem merecimento contra o São Paulo, os torcedores do rubro-negro já acreditavam que nada poderia estar melhor. Ledo engano. Uma foto em alta resolução tirada no dia do jogo por um torcedor mais atento e isonômico comprova o que o blog já vinha noticiando: as obras no “estádio da copa” seguem em ritmo lento.

Foto em altíssima resolução mostra detalhes comprometedores da falta de agilidade nas obras da Arena

“Tirei a foto porque achei vergonhoso olhar para onde já devia estar erguido um estádio pra 100 mil pessoas e vi apenas essa vergonha aí que a foto mostra claramente.” – disse o decepcionado torcedor Wilson R. Andrade, que também é fotógrafo profissional. “Como contribuinte, sinto que meu dinheiro está sendo jogado exatamente nesse buraco ridículo ao lado do estádio dos pood… digo, do nosso caldeirão.”.

Notícias relacionadas:

– FIFA afirma que estádios que permitem entrada de torcedores com câmeras de alta resolução não poderão participar da copa

– Vilson anuncia que nova Arena Pré-sal contará com atiradores de elite prontos pra balearem torcedores metidos a fotógrafo

Clique aqui e veja Megafoto de 20 gigapixels do Couto no dia 06/12/2009

Questionado sobre a foto, Jerome Valcke, homem forte da FIFA, disse que contra fatos não há argumentos: “É absolutamente ridículo e inadmissível que as obras caminhem num ritmo tão lento como esse. Eu vejo que só há saída para a Copa em Curitiba se o plano D pegar de volta o sair do papel, pois se trata de uma proposta muito mais consistente.” – afirmou o cartola sem pressão alguma, enquanto atrás dele neandertais trajados com a camisa do Coritiba brandiam pedaços de pau, pedras, e gritavam as palavras de ordem “COXA, COXA DOOOOIDO UI LOCAAAA Ó LÁ CARAI TOMAMOGOLFELADAPUTA!@#@!$@”.

A redação

A diretoria do Coritiba, num ato de extrema sagacidade e bom humor, sacaneou seu rival fazendo-o acreditar que a Copa realmente aconteceria em seu estádio. No entanto, Vilson Ribeiro guardou para os 45 do segundo tempo o plano D, que será definitivamente o plano que colocará a Copa em seu devido lugar, longe do dinheiro do povo e num estádio totalmente financiado por uma empresa estatal, ou seja, que não tem nada a ver com o dinheiro público.

Novo Couto mistura design de casino com posto de gasolina

“Estávamos apenas fazendo-os acreditar que realmente não sabíamos dos supostos contratempos do Pinheirão e da Rui Barbosa, apenas para ser mais divertido tirarmos o doce da boca deles” – afirmou em êxtase o dirigente. “Agora temos essa parceria grandiosa que nos dará o estádio novo com dinheiro limpo e estatizado, que em nada tem a ver com o dinheiro sujo do IPTU e da Copel, usados pra construção do Barnabézão”.

Notícias relacionadas:

– Caderno de encargos da FIFA prevê que estádios da Copa precisam parecer com posto de gasolina

– Classificados: contrata-se frentista para trabalhar na região do Alto da Glória

– Ações da Petrobrás disparam com notícia da parceria com o verdão e valor da empresa já chega a 35 bilhões de reais (quase 23% do valor das cotas de TV do Coritiba)

O novo estádio coxa branca trará ainda muitas novidades para os mais de 40 milhões de sócios do verdão, dentre elas, bombas de reabastecimento de combustível, reabastecimento de papel e também reabastecimento de pedaços de pau para eventos festivos.

Pra finalizar com chave de ouro esta semana gloriosa para o Coritiba, o Atlético descobriu um poço de petróleo durante as escavações (que ocorrem em ritmo lento) na Arena. Isso faz com o que o terreno seja confiscado, ironicamente, pelo novo investidor estrangeiro do Brasil, que irá doá-lo pro SVD (Sindicato das Velhinhas Desapropriadas), numa ação social de grandiosidade sem precedentes na história do país.

O Investidor é nosso

Novembro 11, 2011

Professor Zê

Já dizia aquela música:

“A taça do mundo é nossa
Com brasileiro não há quem possa”

Se eu fosse dado a esse lado mais carnavalesco do esporte bretão, sairia pelas ruas entoando nova marcha:

“O investidor é nosso
Com brasileiro não há quem possa
E-eta chance de ouro
A Petrobrás é nosso tesouro”

É certo que os investidores estrangeiros parecem andar um tanto ressabiados com as constantes atitudes danosas protagonizadas pelos homens fortes da Baixada. Mas trapaças e armadilhas não desencorajam o cidadão de bem. São obstáculos que o fortalecem, aliás. De nada adiantou interesses repentinos e obscuros aliarem Cury, rubro-negros e demais detratores do estado contra o verdadeiro projeto da Copa no Paraná. Aqueles que pensam no Brasil, que pensam no nosso estado não desistem nunca de honrar nosso sacrossanto IPTU.

Assim é que a nacionalíssima Petrobrás assumiu a postura de gente grande que tanto esperamos de nossas instituições e autoridades: um novo Monumental será erguido. Avizinhado com a REPAR, seus jogos prometem ser explosivos como nunca. Terá tantos anéis que não demorarão para chamá-lo de Saturnão. Ecologicamente correto, terá fosso com sistema de reaproveitamento de papéis lançados. O método manual de pegá-los de volta está com os dias contados! E passarinhos verdes andam contando que as parcerias desse projeto serão capazes de transformar a área do Couto em um novo Hospital de ponta e no primeiro grande centro especializado em lipoaspiração ocular – demanda bastante alta nos arredores do bairro. Toda essa parafernália será resguardada por um cinturão de sobrados que movimentará a economia do Coritiba nesses novos tempos, mostrando que quem é verdadeiramente empreendedor anda com as próprias pernas. Um verdadeiro legado para nossa capital! Por isso, falemos de coisas boas hoje.

Vou contar uma agora que é do tempo em que se só se tomava refrigerante em dia de aniversário. Do tempo em que só coxas verdadeiramente brancas eram permitidas no – naquela época chamado – escrete do Coritiba. Criança peralta e ousada que era, queria desbravar o mundo. Aos quatro anos, pedi um atlas para meu pai. Não pude receber. Aos seis, meu melhor amigo era um globo terrestre da maior qualidade, mimo de Evangelino, um padrinho mais afastado. Aos nove, estimulado por tantas maravilhas geográficas, insisti para meu pai em viajar para conhecer novos lugares. Foi então que começou a aventura que chamávamos de “Excursão dos Pessoas”!

Na primeira e mais marcante aventura, fomos conhecer a unidade de processamento de Xisto da Petrobrás, em São Mateus do Sul. Em uma visita monitorada, víamos, maravilhados, a grandeza de que o brasileiro – e o paranaense – é capaz. Minhas pernas eram ainda miúdas. Segurava meu irmão pela mão – recordo-me dele, ainda pitoco, ficando até com torcicolo de tanto olhar para cima! Eu pouco entendia o que o moço falava. Mas lembro de sua fala rápida, de suas bochechas grandes, rosadas, suando. No final, no entanto, uma frase me marcou: “Petrobrás tem o toque de Midas: onde encosta o dedo, faz ouro.” Eu, que tinha acabado de aprender sobre Midas arregalei os olhos. No que viu meu espanto, continuou. “Sabe por quê?” Ele olhou bem nos meus olhos e falou: “Só brasileiro para tratar brasileiro com isonomia!” Frases que até hoje trago em meu peito. E que, na conjuntura de nosso futebol, soam até como profecia!

Pois é. Por meio de meu glorioso globo terrestre e da “Excursão dos Pessoas” formei grande parte de meu caráter.

Aprendi a amar as viagens – seja para “o estrangeiro”, seja para a acolhedora Joinville – tão presentes em minha rotina quase nômade. Todavia, aprendi, também, a amar o que é da nossa terra. Dessa forma, por vezes fico a pensar que Evangelino, aquele meu padrinho distante, foi quem me iniciou na vida, mesmo sem saber. Padrinho cujo registro final, infelizmente, é de um tristonho choro nesse milênio trágico para o futebol local. Mas falemos de coisas boas, conforme prometido! Hoje, folgo em saber que Evangelino celebra mais essa conquista histórica lá do alvo céu. E suas lágrimas de alegria são tão salgadas quanto o venerável suor que pinga das paredes do monumental Couto Pereira: ponto de partida dessa guinada rumo à vitória. vitória nossa, do Estado do Paraná.

(Professor Zê é Bicho do Paraná.  Nasceu bebendo leitE quentE, passou a adolescência comendo vina e levando seu penal para todo lugar, pois nunca deixou de estudar. Hoje, consolidado em sua área, carrega suas origens como uma mãe zelosa cuida de seu filho. Catedrático bem conhecido em todo o perímetro paranaense, apaixonado pelo contexto esportivo local e pelas cores da bandeira de nosso estado, faz questão de levar nossos grandes nomes e cânones em suas constantes palestras internacionais).

A redação

O ano de 2011 parece não ser grande o suficiente para conter todas as trapalhadas rubro-negras. Após uma rodada onde o Atlético Goianiense perdeu em plena Arena, marginais viciados atleticanos invadiram o prédio da reitoria da UFPR reivindicando, entre outras coisas, o financiamento do seu estádio com dinheiro do IPTU. “Vamos vandalizar tudo aqui, tá ligado, se não financiarem essa porra ae com dinheiro do povo. ESTÁDIO DE GRAÇA! VIVA LA REVOLUCION!!!!” – bradou o líder dos marginais.

Maconheiros atleticanos sem neurônio invadem reitoria da UFPR

O reitor da UFPR, professor Zelindo Pessoa, manifestou-se contra o movimento nesta terça-feira: “para intelectuais que, como eu, lutam pela isonomia e pelo correto investimento do suado dinheiro do povo, é vergonhoso ver marginalizados como esses cidadãos tomando de assalto um prédio público com um interesse tão mesquinho.” – reclama o reitor. “Deviam seguir o exemplo ordeiro das torcidas do Coritiba, sempre pacífica em seus protestos, e da torcida do Paraná Clube também – pra ser justo e isonômico – que nunca fez mal a ninguém e mal vai ao estádio para não causar muita confusão.” – finaliza.

Notícias relacionadas:

– Atlético pode perder 50 mandos de jogo por invasão da reitoria

– Devido à experiência com torcedores primatas, comando da PM escolhe policial que apanhou no Couto Pereira para liderar ação de evasão da reitoria

Com a possibilidade de perder 50 mandos de campo, o Atlético mirou na cidade que poderia abrigar seus jogos, que seria Joinville, mostrando definitivamente que o Coritiba está anos à frente do rival, que apenas se limita em imitá-lo. A prefeitura de Joinville, porém, já desloca cavalaria, exército, marinha, aeronáutica e prepara 4 ogivas nucleares para evitar que Atlético sequer cogite a possibilidade de jogar na cidade que já foi palco dos espetáculos alviverdes. “Estamos acostumados com a pacificidade da torcida do Coritiba, que além de tudo é ordeira e, quando atira um simples papel no chão, o recolhe de volta, pensando no bem da cidade.” – diz o prefeito da cidade.

O plano não pode parar

Novembro 3, 2011

Luziano Micozzini

Lembro-me de quando era mais novo e mais atuante no nosso futebol paranaense. Acordava cedo, desjejum pronto pela Donna, e partia com meus colegas de ofício, para as tribunas dos grandes estádios da nossa capital. Comia canapés de qualidade que nem os maiores chefs do mundo poderiam fazer e tinha a minha disposição qualquer bebida feita por um Barman especializado.

A cozinha dos torcedores também não se poderia reclamar, um delicioso chivito à moda do chef que era tão bom que sabe deus quais ingredientes ele colocava nesta iguaria.

Quanto a estrutura nada posso reclamar, na verdade merece meus elogios, isso sim. Bancos confortáveis e acolchoados, óptima visão do jogo, e ao mesmo tempo perto da massa. Podia ver sempre o torcedor apaixonado com sua bandeira e camisa, e com seu papel picado. Sentia-o tremer à qualquer grito. Era um organismo vivo, pois posso jurar que já senti suas lágrimas pelas paredes nas derrotas, ou seu suor guerreiro nas vitórias.

No Campo 22 gladiadores davam um espetáculo à parte, dignos do nosso futebol paranaense. Cada jogo era uma batalha que representava o orgulho de ser paranaense e fazer parte do espetáculo.

Orgulho ferido hoje em dia.

Nossos esforços, aparentemente deram em nada. Como escrevi na semana passada, nosso plano era trazer isso à tona e sensibilizar aqueles que ridicularizam o suado dinheiro que lutamos pra conseguir e contribuir ao estado a parar com esse assassinato da nossa cultura. Nada daquilo que eu vivi com tanto orgulho está sendo levado em conta pros nossos representantes que estão encabeçando o movimento para transformar nossa capital na sede da copa do mundo. Pois como bem lembra meu querido amigo Veridiano Milico (conhecido como Verí) “A copa vai embora, mas o que for feito será para eternidade, e teremos que encarar isso para todo o sempre”.

O descaso com a nossa história e com nosso futebol é cristalino e revoltante. Ignorar nosso passado é andar pra trás! Modernizar com nosso rico dinheirinho algo que só beneficiará apenas uma pequena, quase que insignificante parcela do nosso futebol? E ainda por cima com um trabalho que nasce errado e vem sendo feito da pior maneira possível. Estou ficando preocupado.

Meu único alento é que não sou o único que está insatisfeito com essa barbaridade. Um artigo muito bem escrito por Ana Luzia Mikos, a escritora e musa, consegue mostrar que uma considerável parcela do nosso estado está tão insatisfeita como eu. Está insatisfeita por que perdemos a Copa das Confederações, está insatisfeita por que tudo vai de mal a pior. De todos os 514 paranaenses entrevistados, curiosamente apenas os torcedores de uma mesma agremiação parecem concordar com esse vexame.

E esses torcedores, movidos pela paixão, podem decidir isso dessa maneira? Convencer nossos representantes do estado? Eu digo que NÃO! Não podemos abandonar agora a luta. Independente da puxada de tapete inesperada do Sr. Presidente da FPF, O investidor não irá desistir, irá fazer o que é certo.  Tenho certeza disso.

Não podemos aceitar tudo isso de mãos atadas. É o nosso Estado que está em jogo, nossa reputação e orgulho! Por isso eu te pergunto amigo leitor: Você irá desistir agora? Depois de tudo que estamos conseguindo expor nesta incansável luta pela isonomia? Os veículos de comunicação estão com a gente.

A hora é agora e eu não irei abandonar. E você?

(Curitibano da gema, com descendência italiana. Apaixonado por uma época que não volta mais do futebol paranaense, atualmente dedica seu tempo a descobrir a melhor harmonia do vinho que toma com cada refeição. Com amigos mais do que especiais, e nunca distante do que acontece na imprensa e no nosso esporte, Luziano, a convite do professor Zelindo, não conseguiu recusar em  participar deste novo projeto que combate a visão distorcida que está traçando o  futuro do Futebol paranaense)

A redação

A participação curitibana na Copa de 2014, que já se antevê medíocre, está provocando a tristeza e a insatisfação dos moradores da cidade. É o que aponta a nova pesquisa do IVRIE (Instituto Vilson Ribeiro de Isonomia e Estatística) em parceria com o blog Investidor Estrangeiro.

Mais de duas pessoas foram entrevistadas (três, para falar em números exatos), todas escolhidas aleatoriamente na redação do Investidor. Os resultados demonstram claramente a falta de prestígio que o evento terá por parte do cidadão de bem curitibano. Confira mais detalhes nos desinfográficos abaixo (para ampliar as imagens clique nelas ou aproxime sua cara do monitor).

 

“É uma vergonha que uma cidade do tamanho e da importância de Curitiba fique relegada a um quadragésimo plano da mediocridade quando recebemos um evento deste porte” – afirma a velhinha desapropriada das cercanias da Arena. “E olhe que nós curitibanos lutamos com unhas e dentes pela realização do evento aqui! Todo nosso esforço para receber a Copa está sendo jogado no lixo pela incompetência da diretoria atleticana que não consegue levantar um estádio pra mais de 100 mil pessoas.” – finalizou a indignada ex-residente do Água Verde, atualmente moradora de rua e pedinte nos semáforos de Curitiba por ter recebido apenas 500 mil reais por sua kitinete vizinha ao estádio.